terça-feira, 3 de julho de 2012

MUNDO: MENINA DE 8 ANOS CASADA COM HOMEM DE 50 CONSEGUE DIVÓRCIO

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Menina de 8 anos casada com homem de 50 consegue divórcio
    A criança saudita casou-se em 2008, com um pagamento envolvido de aproximadamente 10 mil euros. Na Arábia Saudita, os casamentos com crianças têm aumentado e, por isso, têm aumentado também as críticas em relação a estas políticas. Nos Estados Unidos, dizem inclusivamente que estes casamentos violam os direitos humanos.
    O jornal Saudi Gazette afirmou que a anulação do casamento foi conseguida por meio de um acordo entre as duas partes. O caso atraiu críticas do mundo todo e levou o Ministério da Justiça saudita a afirmar que vai aplicar regulamentos para o casamento de meninas. Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que algumas famílias sauditas casam suas filhas ainda na infância em troca de dinheiro.

Puberdade

  O primeiro juiz a cuidar do caso na cidade de Unaiza se recusou a conceder o divórcio, pedido pela mãe da criança. Mas, ele estipulou que o noivo não poderia manter relações sexuais com a menina até que ela chegasse à puberdade.
   O pai da menina teria casado a criança com um amigo para conseguir pagar uma dívida. Um novo juiz foi então apontado para o caso e a anulação do casamento finalmente teria sido divulgada depois de o marido desistir das alegações de que o matrimônio era legal.
   A Arábia Saudita aplica uma forma mais severa do islamismo sunita, que proíbe a associação livre entre os sexos e dá aos pais o direito de casar seus filhos com quem eles escolherem. Analistas sauditas afirmaram que o casamento entre a menina de oito anos e o homem de 50 ocorreu na província de Qaseem, uma província no centro da Arábia Saudita que é conhecida por ser uma região de fundamentalistas.
   No começo de 2009 a mais importante autoridade religiosa da Arábia Saudita, o grande Mufti Sheikh Abdul Aziz al-Shaikh, afirmou que não é desrespeito às leis islâmicas o casamento de meninas de 15 anos ou menos.
   No dia 15 e abril, depois deste caso ter gerado muita publicidade negativa para o país, o ministro da Justiça Muhammad Issa afirmou que queria encerrar a forma “arbitrária” como os pais e responsáveis podiam arrumar casamentos para meninas. No entanto, ele não chegou a afirmar se a prática seria proibida.
Fonte: Brasil contra a pedofilia

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